O Brasil possui um Projeto de sigla PPG – 7, ou seja, Projeto de Proteção das Florestas Tropicais do Brasil.
“Todos nos sabemos que a Amazônia deixou de ser apenas um desafio para o desenvolvimento sustentável regional e nacional, tornando-se, decisivamente, uma questão vital para o desenvolvimento sustentável global”. Entendo por esse trecho que há um direcionamento para o verdadeiro interesse que recai sobre a nossa Biodiversidade, talvez não seja um desenvolvimento sustentável que se procura, mas sim uma nova maneira que os países do Norte encontraram para aumentar seus dominós sobre nossos interesses econômicos e culturais.
“A região amazônica tornou-se alvo de interesses e pressões externas, notadamente pelos recursos estratégicos e vitais que dispõe para a segurança planetária. A Amazônia faz parte da penetração do capitalismo na fronteira: capital especulativo”*. Aqui fica claro o que já venho debatendo e afirmando: esses acordos só fazem com que se estabeleça uma abissal desigualdade na apropriação do espaço econômico, político e socioambiental da região amazônica, ou seja, ao invés de diminuir as diferenças, elas somente aumentam.
Muitas pessoas acreditam que a Amazônia possa ter uma utilização racional da sua biomassa, conciliadas com o desenvolvimento socioeconômico da região e proteção ambiental. O que não dá para entender é o que esse “desenvolvimento” pode nos proporcionar, pois até hoje, aqueles que alegam realizar essa integração, somente biopiratiaram nossas Biodiversidade, fizeram pesquisas e depois voltaram ao nosso país para vender os seus produtos industrializados.
Retratando ainda sobre o conteúdo da mensagem anterior vejam o que o Dr. Teixeira disse: “A Opinião Pública Internacional, mostra insistentemente cenas de destruição das florestas amazônicas na década de 90”. Isso faz com que os Países do Norte construam e usem a imagem de que o Brasil está desmatando suas riqueza. Eles não relatam que suas empresas também estão aqui e desmatam, talvez até mais do que nos.
Poucas pessoas sabem, mas a Constituição Brasileira de 1988, colocou o Brasil no rol dos países preocupados com a internacionalização dessa problemática no contexto da agenda política, e ao mesmo tempo. Legitimando sua participação na arena das negociações internacionais. Que negociações são essas? Todos nos sabemos!...
“É, por conseguinte, importante aprofundar esta noção de segurança ambiental, porque ela pode conter os germes de uma nova dimensão importante das relações internacionais, definir opções dos governos, influenciar as relações de conflito e cooperação entre Estados e servir para mobilizar as populações em torno dos objetivos de proteção”.(LE PRESTRE, 2000: 411)
“A complexidade da Amazônia é um dos grandes desafios da ciência e do progresso humano, tendo em vista o potencial de riquezas a serem descobertas e a utilização futura dos recursos proveniente do saber histórico acumulado dos chamados ‘povos da floresta’”*.
*Declarações de Alberto Teixeira da Silva
Em introdução a este fato que abrange um grande gana de interesses, tanto público mas, principalmente, econômico. Venho buscando descrever o que está acontecendo com Amazônia, não só na “Amazônia Legal” – parte brasileira, mas também em todos os países que a possuem em seus territórios. Sabemos e temos a consciência que a grande parte da Amazônia faz parte do território brasileiro, e que no Brasil é cerca de mais de 55% de seu Território.
Buscando contato com Jornalistas e especialista no assunto, tive a idéia de construir a minha própria visão, de fora do Amazonas, sobre o que estar acontecendo por lá. E o que percebo é a mesma conclusão que chegastes a jornalista Joice Santos, do Museu Emílio Goeldi – Belém/PA; que a mídia é a grande responsável pela visão que o mundo possui da Amazônia hoje: “A construção da imagem da Amazônia na mídia foi cunhada nos anos 80 pela ótica militar, com o foco nos grandes projetos de governo e investimentos privados, uma fronteira a ser dominada”, diz Joice.
Mas por outro lado tenho a certeza que essa imagem não é tão recente assim, pois tenho guardado comigo, a imagem de um mapa do Séc XVII, que já demonstrava o interesse dos países do Norte, na nossa grande BIODIVERSIDADE. Uma outra pessoa que pode falar muito bem sobre esse tema – INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA – é o Jornalista Lúcio Flávio Pinto, do Jornal Pessoal em Belém/PA.
Reacendo isso em um exemplo recente, temos o investimento da Coca-Cola de cerca de U$$ 65 Milhões na parceria com uma usina localizada no município de Presidente Figueiredo, que fica nas proximidades de Manaus. Em sua primeira safra foram colhidos cerca de 40 mil quilos de guaraná. Esse investimento milionário aconteceu nos últimos 7 anos; de acordo com reportagem da Jornalista Liana Melo, para a Revista Istoé de 10/12/03.
Considerada um Eldorado na Amazônia, a pequena cidade já atinge um crescimento populacional de 16%. “O município já tem o segundo Índice de Desenvolvimento Humano do Estado”, orgulha-se o prefeito da cidade, Romero Mendonça (PPS).
Na verdade o que acontece aqui é uma desmistificação que a nossa mídia, controlada por forças externas, tenta realizar através da “Opinião Publicada”, pois todos nós sabemos que os efeitos contrários dessa invasão capitalista é a desvalorização da cultura local, e um outro fato, não menos importante, o dinheiro que ali é produzido não circula no nosso país em sua grande maioria.
Então por isso realizo esse trabalho de conscientização, pois não quero ver a nossa maior riqueza natural se perder assim e, também, os nossos valores culturais, que a cada dia que passa estão mais rebaixados as ideologias americanas de ser.
É com muito prazer e satisfação que volta a reescrever o meu Blog – Secas Lembranças. Na verdade por cobranças de amigos, de professores e também pelo fato de agora eu estar em busca de torná-lo o meu trabalho cientifico, tanto da faculdade, como para a vida...
O verdadeiro sentindo disso tudo é desmascarar a nossa imprensa: a nossa falsa mídia, que omite informações precisas sobre assuntos de interrese público, principalmente, quando estes assuntos estão a envolver uma carga de pessoas importantes - de cargos políticos a militares. São assuntos fortemente ligados a nossas influências culturais e sociais, com, por exemplo, os índios que moram e possuem raízes culturais nas fronteiras da nossa Amazônia Legal. Esse que será o tema mais abrangente aqui, sendo complementado por ocorrências ambientais de todo o nosso território nacional.
Um outro assunto que também será temática aqui serão os nordestinos que sofrem com a seca; um povo que luta muito por uma vida melhor, mas que muitas vezes, por falta de incentivo, não têm como conseguir realizar esses sonho...
Descreverei sobre a influência americana em nossa cultura e, também, sobre a influência que o Norte exerce sobre o Sul, nesse caso, como nós Brasileiros aceitamos a informações, claro que correlacionadas aos assuntos citados à cima, de maneira vulgar e com muita falta de preparo, tanto educativo, como político.
No mais esse foi à apresentação do meu mini – projeto.
Agradeço desde já pela maneira como me trataram e pelo reconhecimento que tive através desse Blog.
Como essa temática e com ajuda desse Blog, fui convidado no ano passado a participas do “Fórum Social da Bahia”, mas infelizmente não pude participar.
Muito Obrigado,
Efraim Neto
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